terça-feira, 15 de maio de 2012

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Smash - Second Hand White Baby Grand Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

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☆ Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ ☆

Feliz aqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições.

[Buda]


Santa ignorância...

Estava eu a "passear-me" pelos vários posts do Facebook, aka FaceBocas, e vejo um post de um ex-colega de trabalho, um gajo porreiro, do filhote a comer a primeira sopinha (muito fofo 。◕‿◕。) e continuei a ver as fotos (posts) dele e dou com esta foto acima que decidi partilhar...

A minha vontade de partilhar esta foto surgiu assim de um impulso interno de expor a ignorância que por aqui anda. Também com tanta novela da TVI e da SIC não admira, mas não nós ficamos assim muito orgulhosos com o Emmy...

Pensar que os americanos fizeram um documentário, que está no videoclub do meo, não me lembro do nome, em que entre outros tópicos falam assim de um pequeno problema que eles têm e que estão a tentar resolver... Qual é o problema? Eles aperceberam-se que os níveis de cultura geral e científica dos seus jovens estavam baixos e basicamente querem melhor o seu sistema educativo para combater este problema. A certa altura eles mostram um gráfico comparativo em que aparecem vários países, entre os quais os EUA numa posição que claramente não lhes agrada e adivinhem quem aparece na posição exactamente abaixo da deles?

Se pensaram Portugal, parabéns! Somos mais estúpidos que o país com que tanto gozamos. Enfim...



Vegan

Cada vez mais fácil ser vegetariana, sinceramente neste momento a carne faz-me confusão...

Os cheiros que antes me agradavam agora causam-me náusea, se estiver cru então é ver-me a fugir! lol

A verdade é que me sinto melhor no global e sinceramente quando fiz esta opção não achei que isso iria acontecer, pensei que o pessoal vegan e vegetariano exagerava no bem-estar e assim.

No entanto nos primeiros dias / semanas não foi logo assim...

Os maiores benefícios para mim:

- Ciclos menstruais regulares;
- Finalmente estou a conseguir perder peso e não me sinto "inchada" com tanta frequência;
- Tenho muito menos dores menstruais, sem TPM;
- Não me doem as pernas ao final do dia, era uma coisa que eu me queixava muito, quando me doem é muito menos e só se for um dia muito cansativo;
- Estou mais regular nas idas à casa de banho; 
- Sinto-me mais saciada, quase nunca tenho fome (principalmente quando as minhas refeições são de fruta), no entanto sinto dificuldade muitas vezes em comer o suficiente, em chegar às calorias que devia e assim;
- A minha pele parece-me mais suave, não me perguntem porquê, mas a verdade é que me parece e quase nunca fica desidratada que era um problema que eu tinha com alguma frequência... Provavelmente porque bebo mais água e a fruta tem muita água;
- Não tenho dores de cabeça, que também era algo de que eu me queixava muito;
- Também me sinto com mais energia para fazer as coisas do dia-a-dia, o exercício físico e o Yôga;
- entre outros benefícios...

Coerência

Já vos aconteceu irem jantar com alguém com quem até se dão bem e tal e a meio do jantar apercebem-se que não têm praticamente nada a ver com essa pessoa, aliás que discordam plenamente com ele ou ela em relação a imensas coisas, e que a pessoa nem sequer tem a mínima abertura de mente para considerar o vosso ponto de vista, mesmo que vocês até estejam num dia bom e dêem assim o maior dos benefícios da dúvida?

Enfim... A mim já me aconteceu! O pior é mesmo quando não só não concordam convosco num assunto, vá que nem sequer é uma questão de concordar ou não, e como se não bastasse não têm as informações todas sobre o assunto e nem sequer dão o beneficio da dúvida... Lembrei-me agora de um jantar assim um tanto ao quanto estranho!

A questão que mais me chocou foi sem dúvida a do acordo ortográfico, esta pessoa que concorda não só com a aplicação do mesmo como também com a forma com que está a ser aplicado e que não percebe porque é que os portugueses se sentem tão agredidos com este acordo. Obviamente (ou talvez não!) esta pessoa não é portuguesa, sabe algum português mas não é portuguesa logo devia era estar caladinha, principalmente quando deu exemplos.

Enfim, eu não sei que onda de calma desceu sobre mim naquele dia/noite mas optei por não responder e não foi por falta de preparação pois tinha lido sobre isso pouco tempo antes, mas simplesmente porque achei que não valia a pena o esforço... A pessoa em questão nunca iria concordar comigo e para ser sincera àquela altura já não me apetecia.

No entanto, continuo a achar que apesar de não concordarmos em imensas coisas, algumas extremamente importantes, é uma boa pessoa com quem se pode contar ;)
Eu sei um final pouco coerente mas nem sempre se pode ser coerente...



segunda-feira, 14 de maio de 2012

somos o que pensamos, mas somos muito mais fortes do que pensamos


Importante... 
pensar que somos mais fortes torna-nos muito mais fortes, aquilo que somos, o nosso potencial de sermos aquilo que queremos realmente ser...

sábado, 12 de maio de 2012

Smash

Smash -  Série muito porreira ando viciada nas canções da série.



 


Estudo que relaciona o cancro e outras patologias com a alimentação

Estudo que relaciona o cancro e outras patologias com a alimentação, tirem as vossas conclusões.

O estudo foi publicado com o nome: " The China Study".

Este video (documentário) fala um bocadinho sobre este estudo e os seus autores.


Sat Chakra

Uma foto que tirei no Sat Chakra de Abril, espero que gostem:


Marilyn Monroe a Yogini ;)

Did you know Marilyn Monroe was a yogini?
She learned yoga from Indra Devi also known as “The First Lady of Yoga”.
These pictures were taken for a Life Magazine photo shoot she did in 1948 while she showed some asanas that helped her keep toned and fit. ☮♡✩

 cute ;)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aviso à humanidade

http://www.mutualresponsibility.org/world-scientists-warning-to-humanity

World Scientists’ Warning to Humanity

Sign RealityCheck World Scientists Warning to Humanity
20 Years Have Passed Since 1992 World Scientists’ Warning to Humanity

World Scientists’ Warning to Humanity (1992)
Some 1,700 of the world’s leading scientists, including the majority of Nobel laureates in the sciences, issued this appeal in November 1992. The World Scientists’ Warning to Humanity was written and spearheaded by the late Henry Kendall, former chair of UCS’s board of directors.


Introduction

Human beings and the natural world are on a collision course. Human activities inflict harsh and often irreversible damage on the environment and on critical resources. If not checked, many of our current practices put at serious risk the future that we wish for human society and the plant and animal kingdoms, and may so alter the living world that it will be unable to sustain life in the manner that we know. Fundamental changes are urgent if we are to avoid the collision our present course will bring about.

The environment

The environment is suffering critical stress:
The Atmosphere
Stratospheric ozone depletion threatens us with enhanced ultraviolet radiation at the earth’s surface, which can be damaging or lethal to many life forms. Air pollution near ground level, and acid precipitation, are already causing widespread injury to humans, forests, and crops.
Water Resources
Heedless exploitation of depletable ground water supplies endangers food production and other essential human systems. Heavy demands on the world’s surface waters have resulted in serious shortages in some 80 countries, containing 40 percent of the world’s population. Pollution of rivers, lakes, and ground water further limits the supply.
Oceans
Destructive pressure on the oceans is severe, particularly in the coastal regions which produce most of the world’s food fish. The total marine catch is now at or above the estimated maximum sustainable yield. Some fisheries have already shown signs of collapse. Rivers carrying heavy burdens of eroded soil into the seas also carry industrial, municipal, agricultural, and livestock waste — some of it toxic.
Soil
Loss of soil productivity, which is causing extensive land abandonment, is a widespread by-product of current practices in agriculture and animal husbandry. Since 1945, 11 percent of the earth’s vegetated surface has been degraded — an area larger than India and China combined — and per capita food production in many parts of the world is decreasing.
Forests
Tropical rain forests, as well as tropical and temperate dry forests, are being destroyed rapidly. At present rates, some critical forest types will be gone in a few years, and most of the tropical rain forest will be gone before the end of the next century. With them will go large numbers of plant and animal species.
Living Species
The irreversible loss of species, which by 2100 may reach one-third of all species now living, is especially serious. We are losing the potential they hold for providing medicinal and other benefits, and the contribution that genetic diversity of life forms gives to the robustness of the world’s biological systems and to the astonishing beauty of the earth itself. Much of this damage is irreversible on a scale of centuries, or permanent. Other processes appear to pose additional threats. Increasing levels of gases in the atmosphere from human activities, including carbon dioxide released from fossil fuel burning and from deforestation, may alter climate on a global scale. Predictions of global warming are still uncertain — with projected effects ranging from tolerable to very severe — but the potential risks
are very great.
Our massive tampering with the world’s interdependent web of life — coupled with the environmental damage inflicted by deforestation, species loss, and climate change — could trigger widespread adverse effects, including unpredictable collapses of critical biological systems whose interactions and dynamics we only imperfectly understand.
Uncertainty over the extent of these effects cannot excuse complacency or delay in facing the threats.

Population

The earth is finite. Its ability to absorb wastes and destructive effluent is finite. Its ability to provide food and energy is finite. Its ability to provide for growing numbers of people is finite. And we are fast approaching many of the earth’s limits. Current economic practices which damage the environment, in both developed and underdeveloped nations, cannot be continued without the risk that vital global systems will be damaged beyond repair.
Pressures resulting from unrestrained population growth put demands on the natural world that can overwhelm any efforts to achieve a sustainable future. If we are to halt the destruction of our environment, we must accept limits to that growth. A World Bank estimate indicates that world population will not stabilize at less than 12.4 billion, while the United Nations concludes that the eventual total could reach 14 billion, a near tripling of today’s 5.4 billion. But, even at this moment, one person in five lives in absolute poverty without enough to eat, and one in ten suffers serious malnutrition.
No more than one or a few decades remain before the chance to avert the threats we now confront will be lost and the prospects for humanity immeasurably diminished.

Warning

We the undersigned, senior members of the world’s scientific community, hereby warn all humanity of what lies ahead. A great change in our stewardship of the earth and the life on it is required, if vast human misery is to be avoided and our global home on this planet is not to be irretrievably mutilated.

What we must do

earthbig World Scientists Warning to Humanity
Five inextricably linked areas must be addressed simultaneously:
We must bring environmentally damaging activities under control to restore and protect the integrity of the earth’s systems we depend on.
We must, for example, move away from fossil fuels to more benign, inexhaustible energy sources to cut greenhouse gas emissions and the pollution of our air and water. Priority must be given to the development of energy sources matched to Third World needs — small-scale and relatively easy to implement.
We must halt deforestation, injury to and loss of agricultural land, and the loss of terrestrial and marine plant and animal species.
We must manage resources crucial to human welfare more effectively.
We must give high priority to efficient use of energy, water, and other materials, including expansion of conservation and recycling.
We must stabilize population.
This will be possible only if all nations recognize that it requires improved social and economic conditions, and the adoption of effective, voluntary family planning.
We must reduce and eventually eliminate poverty.
We must ensure sexual equality, and guarantee women control over their own reproductive decisions.

Developed Nations Must Act Now

The developed nations are the largest polluters in the world today. They must greatly reduce their overconsumption, if we are to reduce pressures on resources and the global environment. The developed nations have the obligation to provide aid and support to developing nations, because only the developed nations have the financial resources and the technical skills for these tasks.
Acting on this recognition is not altruism, but enlightened self-interest: whether industrialized or not, we all have but one lifeboat. No nation can escape from injury when global biological systems are damaged. No nation can escape from conflicts over increasingly scarce resources. In addition, environmental and economic instabilities will cause mass migrations with incalculable consequences for developed and undeveloped nations alike.
Developing nations must realize that environmental damage is one of the gravest threats they face, and that attempts to blunt it will be overwhelmed if their populations go unchecked. The greatest peril is to become trapped in spirals of environmental decline, poverty, and unrest, leading to social, economic, and environmental collapse.
Success in this global endeavor will require a great reduction in violence and war. Resources now devoted to the preparation and conduct of war — amounting to over $1 trillion annually — will be badly needed in the new tasks and should be diverted to the new challenges.
A new ethic is required — a new attitude towards discharging our responsibility for caring for ourselves and for the earth. We must recognize the earth’s limited capacity to provide for us. We must recognize its fragility. We must no longer allow it to be ravaged. This ethic must motivate a great movement, convincing reluctant leaders and reluctant governments and reluctant peoples themselves to effect the needed changes.
The scientists issuing this warning hope that our message will reach and affect people everywhere. We need the help of many.
  • We require the help of the world community of scientists — natural, social, economic, and political.
  • We require the help of the world’s business and industrial leaders.
  • We require the help of the world’s religious leaders.
  • We require the help of the world’s peoples.
We call on all to join us in this task.
Complete list of signatures available at http://www.deoxy.org/sciwarn.htm
Union of Concerned Scientists, 96 Church Street, Cambridge, Mass 02238-9105,
USA
ucs@igc.apc.org
Union of Concerned Scientists
Phone – 617-547-5552 Fax – 617-864-9405

Can we starve cancer

Can we starve cancer?

http://www.ted.com William Li presents a new way to think about cancer treatment: angiogenesis, targeting the blood vessels that feed a tumor. The crucial first (and best) step: Eating cancer-fighting foods that beat cancer at its own game.

Através do que comemos podemos realmente acabar com o cancro, curá-lo ou evitá-lo (preveni-lo) e isso é realmente extraordinário.

Mantra - Vibração útil

Vocalização de sons e ultras-sons.

MAN - Mente
TRA - Instrumento, alavanca..

A vocalização não é nada mais do que a emissão de sons pela voz, a finalidade da vocalização de mantras é a desobstrução das nádis, que são os canais do corpo onde circula a bioenergia ou prána. Isto porque o nosso corpo é um corpo não só físico, não só mental, não só emocional mas tabém energético.
Além disso a vocalização de mantras favorece a concentração, a equalização de energia e é bonito :)

Há vários tipos de mantra:

KIRTAN - Carácter extroversor de actuação mais psicológica e menos fisiológica.

JAPA - Introversor e repetitivo de actuação mais fisiológica e menos psicológica.

este não é típico mas é muito bonito e eu gosto muito de ouvir ;)

A minha autora favorita... Isabel Allende

Porque é que eu adoro esta mulher:
O que significa ser mulher...

Eu não fui ao Pingo Doce no dia 1 de Maio

No dia 1 de Maio de 2012, feríado em Portugal (dia do trabalhador), o Pingo Doce e, obviamente a sua direcção,  decidiram lançar uma campanha de um dia em que todas as compras acima de 100 euros teriam um desconto imediato de 50%. Foi uma confusão, eu pessoalmente não fui ao Pingo Doce nesse dia mas quem foi diz que foi uma loucura e as notícias, jornais, etc. não se calavam com esse assunto, e assim na rádio fizeram esta pequena rubrica.



 
LETRA DE VASCO PALMEIRIM
Adaptação da música "Anda comigo ver os aviões" dos Azeitonas, com a participação de Miguel Araújo.

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Miguel Araújo e Vasco Palmeirim, nas Manhãs da Comercial...e os motins nos supermercados por causa das Promoções.

A Letra:

"Anda comigo ver as promoções
Se fizer compras de mais de 100 euros
só pago metade

Anda comigo comprar uns rojões
2 bacalhaus, meio porco e uma palete
de feijão frade

Eu vou comprar massa linguini
e 10 caixas de mini
Nem que eu morra aqui
mulher, vê lá não largues os carrinhos
vou ver se há douradinhos
e tu fica aqui.
Não levo tudo o que quis
mas levo moelas e os pipis.

Anda comigo ver as multidões
que estão à porta ali no Laranjeiro
e na Amadora...

Eu vou levar 3 quilos de melões,
gelado de côco, uns petit gateaux
e a patinadora.

Eu estou a ver o gerente
a ter um esgotamente
Ai que ele morre aqui
Mulher, tu dá-lhe uma ajudinha
estou a ver um trem de cozinha
que já é pra mim
Não levo tudo o que quis
mas vou pra casa com uma cicatriz

Eu vou comprar pão e ketchup
E meto na pickup
Nem que eu morra aqui
Mulher, tu vai já para a fila
porque ninguem desopila
nem que morram aqui.
Não levo tudo o que quis
mas estou vivo, por isso estou feliz"

Portugal em 90 segundos...

http://www.facebook.com/photo.php?v=377166242322310

Porção de um vídeo de uma entrevista ao Manuel Moura dos Santos em que ele fala sobre o povo português.


- "To the living we owe respect, to the dead we owe only the truth." Voltaire

"Um Passo em Frente" - Campanha ANIMAL "Nova Lei de Protecção dos Animais"

Muito importante!!! Nova lei de protecção dos animais, pois os animais são seres vivos e não coisas como actualmente a nossa lei os descreve.


Alimentação: Gosto mais deste

De como éramos frugivoristas e de como deixamos de sê-lo


Factor número um
No início da nossa evolução em direção ao que viria a se denominar homo sapiens, nós éramos vegetarianos. Vivíamos nas árvores e alimentávamo-nos de frutas e folhas, como ainda o fazem atualmente muitos dos nossos parentes primatas. Para comer, não precisávamos trabalhar. Aliás, morávamos dentro de uma salada! Além disso, a vida era só comer, brincar, transar, dormir, acordar, estender o braço e alcançar a refeição. Noutras palavras, estávamos no paraíso.
Na verdade, a Bíblia refere-se de forma inequívoca a esse Éden (Gênesis, versículos 16 e 17). Fôramos postos num jardim pleno de árvores frutíferas e podíamos comer de todas elas, menos de uma, a da Noção do Bem e do Mal. Comendo desta, ficaríamos impedidos de comer os frutos da Árvore da Vida.
Fator número dois
Tudo ia muito bem até que um belo dia fomos expulsos do paraíso por um incidente climático no qual as árvores escassearam-se. Assim, tivemos que descer para o chão. Acontece que nós éramos animais arborícolas e não terrícolas. No chão, nossas pernas não serviam para grande coisa. De fato, até hoje, milhões de anos depois, continuamos incompetentes quanto ao caminhar sobre o solo. Levamos mais de doze meses para aprender a andar, quando qualquer herbívoro irracional nasce, põe-se de pé e corre com apenas algumas horas de nascido. Duas décadas depois, continuamos tropeçando e caindo por tudo e por nada. Temos músculos enormes nas pernas e coxas, que nos ocupam uma considerável quantidade de sangue e energia, mas qualquer animalzinho dez vezes menor corre mais do que nós.
Perdendo nosso habitat nas árvores e sem ter capacidade para correr no solo, ficamos à mercê dos predadores. Passamos a refugiar-nos nas cavernas. Imagine o trauma dessa espécie que estava acostumada a uma vida lúdica e sem preocupações, saltando e brincando por entre os ramos verdejantes, o céu azul e os raios do sol, ser obrigada, quase que repentinamente, a viver no escuro e com medo dos predadores. Não foi à toa que o ser humano associou essas duas coisas e, para ele, a escuridão passou a ser sinônimo de medo.
Não havendo mais tantos vegetais sobre a Terra, nossos ancestrais foram compelidos a mudar sua dieta. Passaram a comer o que houvesse. Tornaram-se coletores, catando uma castanha aqui, uma raiz ali e uma lesma acolá. Com fome, come-se qualquer coisa. O desespero da fome e de faltar alimento para a prole arraigou-se no nosso psiquismo de forma tão atroz que desenvolveu uma síndrome que carregamos até hoje e à qual denomino "síndrome do supermercado". Ela nos impele a ir coletando nas prateleiras mesmo aquilo de que não necessitamos, a fim de levar para nossa toca, afinal, "pode vir a ser necessário".
Fator número três
Se nossas pernas são incompetentes, em compensação nossas mãos são únicas. Desenvolvemos a habilidade de segurar, pois, ao nascer, o filhote precisava contar com o instinto de se agarrar nos ramos da árvore e nos pelos da mãe, caso contrário despencaria lá de cima. Até hoje nossos recém-nascidos conservam esse reflexo, pegando fortemente os dedos dos pais ou uma vareta que lhe seja posta nas mãos. Podemos mesmo levantar o bebê pela vareta, pois ele não a soltará e não cairá.
Na verdade, nós não evoluímos como espécie graças ao desenvolvimento do cérebro e sim graças à oposição do polegar. Este permitiu que agarrássemos os objetos por puro instinto. Com isso, mais tarde iríamos tornar-nos homo instrumentalis, pouco diferentes dos símios que também usam instrumentos. A partir de então, teria ocorrido uma demanda neurológica que exigiu do cérebro o seu aprimoramento. Mas, antes disso...
Juntando os três fatores
Juntando os três fatores acima, o que nós temos é o seguinte panorama: um pithecus faminto, acocorado; um galho seco caído no chão ao seu lado; e um almoço passando correndo. Quantas vezes essa cena deve ter-se repetido ao longo de, digamos, cem mil anos? Numa dessas incontáveis vezes, por mero instinto de agarrar, o pithecus segurou o galho seco e usou-o como instrumento. Descobriu, surpreso, que aquilo ampliara sua força, multiplicara sua velocidade e alcançara mais longe, aonde os braços não chegavam. Pronto. O almoço estava espatifado e tinha-se inaugurado uma nova era: a do carnivorismo.
Carnivorismo
Agora, usando pedaços de pau, o primata bípede a caminho da evolução passou a abater pequenas presas, com as quais alimentou sua família. A partir de então, foi rápido deduzir que, se amarrasse uma pedra na extremidade do pau, ele poderia abater animais maiores. Necessitamos apenas de algo como 50.000 anos. Bem, nós somos assim até hoje. Para mudar um paradigma precisamos esperar que morram todos e mais algumas gerações. Contudo, um dia lá estávamos nós com machados e lanças de pedra lascada. Começara a destruição em massa da fauna e da flora. Nada mais deteria essa praga chamada bicho homem na sua investida contra a natureza.
A prática da caça estimulou algumas tribos a migrar atrás das manadas e, assim, muitos humanos tornaram-se nômades e exploradores. Com isso, essa bactéria planetária espalhou-se por todo o globo.
No entanto, nós não fomos projetados para comer carnes. Animais vegetarianos quando comem carnes adoecem mais e morrem mais cedo. Não dispomos de sucos gástricos nem intestinos para processar carne. A maior demonstração de que não nascemos para caçar é a nossa virtual falta de ferramentas naturais para abater outro animal. Não temos garras, nem presas, nem veneno, nada.
Experiência científica
Há uma experiência muito convincente que costumo fazer em sala de aula e você pode reproduzi-la na sua casa. Material necessário: um ser humano e uma vaca. Coloque o ser humano diante da vaca. Peça que o ser humano mate a vaca com os recursos que a natureza lhe dotou, ou seja, sua força, suas mãos, seus dentes, etc. O ser humano vai tentar por todos os meios, vai querer estrangular a vaca, vai dar socos na vaca e não vai conseguir matá-la. Talvez consiga aborrecê-la e acabe levando uma chifrada. Fim da experiência científica. Conclusão: o ser humano não foi projetado para caçar. Além do mais, na natureza ele nem conseguiria se aproximar o suficiente para agarrar o bicho, pois também fomos privados da velocidade que o predador necessita.
Contestação da validade da experiência acima
O ser humano contrapõe que ele é um animal inteligente. Como tal, teve condições de fabricar ferramentas e, com elas, caçar. Já não é lá muito verdadeira essa afirmação, pois estamos tentando provar que por natureza não fomos dotados dessas ferramentas, mas vamos aceitar a contestação e refutá-la com outra demonstração.
Impugnação da contestação
Desta feita, entregamos uma ferramenta de abate - uma faca - e solicitamos que o sujet mate a vaca na nossa frente para provar que, com instrumentos, a experiência anterior ficaria invalidada. Mas, então, o que é que verificamos estupefatos? Noventa e nove por cento dos humanos não têm coragem de enfiar a faca na jugular do bovino! Seria prova suficiente de que não somos predadores naturais? Pelo sim, pelo não, vamos além. Tomo a faca da mão daquele espécimen covarde. "Se você não tem coragem, mato eu a vaca." Introduzo a lâmina na garganta da desditada. O sangue jorra. E o ser humano... Onde está ele? Ah! Lá está, no canto, vomitando!
Se fosse carnívoro, o simples cheiro do sangue ou a sua visão, já daria água na boca. Mas, se ele não é capaz de matar e ainda lhe embrulha o estômago se outro mata. Isso demonstra claramente que nossos instintos são bem diferentes. Aquele reflexo de "pôr para fora" é exatamente o oposto da reação de comer. Talvez não sejamos carnívoros. Quem sabe, somos carniceiros?
Carniceirismo
Há um sub-ramo denominado carniceirismo, ainda mais prejudicial que o carnivorismo. O carnívoro é o animal que mata a própria presa e a devora com o sangue ainda quente. O carniceiro é o animal que não tem capacidade ou coragem de matar a própria presa. Espera que outro a mate e devora-a mais tarde, com o sangue já frio.
Exemplos de carnívoros: leão, leopardo, onça, tigre, etc. Exemplos de carniceiros: abutre, urubu, hiena... É, parece que estamos em má companhia. Afinal, os seres humanos não matam a própria presa e a devoram com o sangue já frio. Com uma diferença. Os abutres, os urubus e as hienas devoram as carnes em início de putrefação, com algumas horas do animal morto. Os humanos comem as carnes com meses ou anos de estocagem da carne nos frigoríficos. Quando ela é retirada para consumo está verde. Torna-se necessário, então, revitalizá-la com nitratos, nitritos e salitre, que devolvem a coloração avermelhada. Os dois primeiros são conhecidos cancerígenos. Já o salitre é célebre pelo seu uso em colégios internos, mosteiros e quartéis, pela sua capacidade de reduzir o estímulo sexual.
O grande problema com esse tipo de alimentação é que não fomos projetados para digerir carnes. Há diferenças estruturais intransponíveis entre o animal projetado para comer carne e o projetado para comer vegetais.
A doença da vaca louca, que espalhou pânico na Europa no final do século XX, foi gerada pelos criadores de gado ao adotar uma ração para bovinos feita com restos de carnes e ossos. Tais detritos impróprios para o consumo de herbívoros foram processados quimicamente para adquirir cheiro e gosto que os animais não rejeitassem. O resultado foi uma doença degenerativa do sistema nervoso dos animais que, obviamente, contaminava os seres humanos.
Este é um grave inconveniente da ingestão de animais mortos. As doenças de animais são transmissíveis aos seres humanos. Isso também ocorreu com a pneumonia asiática, contraída pela ingestão de aves, a qual devastou aldeias inteiras na China e fez vítimas no mundo todo; depois, outra doença, a gripe do frango, espalhou-se pelo planeta matando por toda parte.
Quanto às mutações, há um documentário denominado Animals are beautiful people (traduzido como Os animais também são seres humanos) de Jamie Uys, África do Sul, que, apesar da sua linguagem despretensiosa, tem um relevante valor científico. Ele mostra uma espécie de cegonha que cambiou sua dieta, passando a ser carniceira, e sofreu uma horrenda mutação que a fez assemelhar-se a um abutre.
Por outro lado, um documentário da Discovery mostrou o caso oposto. Desta feita tratava-se de certo tipo de abutre que trocou o sistema alimentar e deixou de comer carniças, passando a nutrir-se do fruto da palmeira. Também essa espécie sofreu uma mutação, só que para melhor. Deixou de ter a aparência de abutre e passou a contar com uma plumagem muito mais linda.
Todos esses precedentes nos fazem questionar: nossa espécie deve ser muito feia. Desde que trocamos o frugivorismo pelo carniceirismo, certamente passamos por uma terrível mutação. Por exemplo, somos um animal estranho, com uns poucos tufos de pêlo, aqui e ali, e o restante do corpo pelado. Imagine se você fosse adquirir um animal de estimação e lhe oferecessem um cachorro que não tivesse pêlos, a não ser um tufo entre as pernas, outros sob as axilas e um pouco na cabeça, sendo que esse não parasse mais de crescer? Devemos ser muito feios como espécie. Só não percebemos isso porque nascemos num meio ambiente em que todos os demais também eram horripilantes. Mas o nosso cãozinho deve perceber que há algo estranho com aquele dono que não tem uma linda pelagem no corpo. Se pensasse, com certeza diria: "Como meu dono é feio! Mas é tão bonzinho, me dá comida, me faz carinho, fala comigo feito um retardado mental..."
Temos um outro exemplo que nos sugere ter ocorrido alguma grave mutação na nossa espécie. Somos o único tipo de animal que mata qualquer coisa que se mova, pelo simples prazer de matar. A designação elegante que se dá a isso é caça. Caça à raposa, caça ao coelho, caça ao tigre, tiro ao pombo, ao pato, à codorna, e por aí vai. Mas não matamos apenas na caça esportiva. Se um inseto se atrever a mover-se perto de nós, será impiedosamente esmagado. Crianças matam passarinhos instintivamente com suas pedradas e estilingadas. Nada pode ficar vivo nas proximidades de um homo "sapiens".
O fato é que comer defunto não é para pessoas sensíveis. Se pensarmos no que estamos fazendo, paramos imediatamente de devorar cadáveres de bichos mortos. Urge que nosso estômago deixe de ser um cemitério.
Omnivorismo
Omnivorismo não é comer mantra (ÔM). É comer tudo (omni). A passagem do carnivorismo para o omnivorismo processou-se por observação de muitos clãs, de que os que inseriam vegetais na alimentação tinham mais vitalidade, viviam mais tempo possuíam pelos mais bonitos. Ninguém precisa ser cientista para perceber isso. Basta observar sua descendência.
Passei por uma experiência interessante que me demonstrou como o caipira tem essa percepção. Em 1976 o prefeito da cidade de Santo Antônio do Pinhal, no caminho para Campos do Jordão, doou-nos uma montanha. Ingênuos, aceitamos aquele elefante branco. Na época, não tínhamos verba nem para custear o combustível dos automóveis, quanto mais para construir o acesso e edificar nosso retiro! Acabamos perdendo a montanha. Mas ao chegar lá, cheios de ilusões, fomos conversar com um antigo morador, um senhor bem humilde. Ele teve a gentileza de recomendar que bebêssemos de uma determinada fonte e não de uma outra, pois sua água não era boa. Perguntei-lhe se havia mandado analisar a água. Ele me disse que não precisava. Quando seus filhos bebiam daquela, ficavam doentes.
Da mesma forma, e com aquela agilidade que nos caracteriza, em alguns milênios a maior parte da humanidade percebeu que a carne é um veneno para a nossa espécie e melhorou o sistema alimentar, acrescentando outros alimentos. Passou a comer de tudo.
Se, por um lado, isso constituía um aperfeiçoamento, já que nossos antepassados passavam a ingerir menos carnes, esse sistema ainda não era ideal. A mistura de alimentos produz fermentação, a qual gera odor nauseabundo. Experimente colocar num saco plástico um pouco de tudo o que você ingerir na próxima refeição. Acrescente um cálice de ácido gástrico (se não tiver, esprema um limão). Em seguida, coloque por meia hora num forno a 36 graus centígrados, a temperatura do seu corpo. Depois, abra e cheire.
Isso é o que está acontecendo lá dentro do seu tubo digestivo. Mas, para onde vai esse odor? Pensou que ele se evaporasse por obra e graça do Espírito Santo? Nada disso. Ele sai pelo seu hálito, pelos seus poros, pela sua transpiração, pelas suas axilas. Encare a realidade: você fede! Os animais onívoros cheiram mal. Compare: o cheiro do porco, o do bode. Ah! Esqueci: você também come porco.
Todos os animais se identificam pelo cheiro. Dois animais se encontram e cheiram-se, até para saber se são da mesma espécie. Se forem macho e fêmea conferem os cheiros a fim de ver se a química combina. No entanto, o ser humano não reconhece como da sua espécie o cheiro que exala. Façamos o teste. Animais não tomam banho. Agarremos um sapiens e deixemo-lo sem banho por, digamos, um mês. Depois, ofereçamo-lo para trocar umas carícias com outro, de sexo oposto, da sua espécie. Como será que você reagiria se fosse escolhido para participar dessa experiência, fosse como o sem-banho, fosse como o que depois teria de olfatá-lo?
Isso explica porque o ser humano não apenas toma banho com muita freqüência (em alguns países, todos os dias!) mas também esfrega, todas as vezes, soda cáustica no corpo. Sim, pois esse é um dos componentes dos sabonetes. Não satisfeito com o banho e a esfregadura com bastão de soda cáustica, esse pobre mamífero ainda toma o cuidado de passar sob os braços e nos pés uma substância que tem a função de inibir odores, um tal de desodorante. Mas isso não basta. É preciso mascarar algum cheiro que, apesar de todos esses cuidados, possa aparecer. Então, o desnaturado animal acrescenta no seu corpo perfumes de outras espécies de animais (boi almiscarado, âmbar do cachalote, civete do gato selvagem) ou de árvores (sândalo, cipreste) ou de erva (vetivert) ou de flores (rosa, jasmim, etc.). Qualquer coisa serve, desde que não seja denunciado o cheiro que ninguém identifica como sendo na nossa espécie.
Foi o cheiro do homem branco que salvou os índios da extinção e levou-os a sustentar uma guerra de 500 anos. Pense bem. Como é que silvícolas nus, que não conheciam o aço nem a pólvora, puderam sobreviver e lutar durante séculos com os conquistadores que tinham à sua disposição equipamento militar e a arte da guerra? Vou lhe dizer como foi que os aborígines sobreviveram. Quando você passa uns dias na fazenda ou acampado no meio do mato e, depois, volta para a cidade seu olfato fica bem mais sensível e costuma se incomodar muito com os maus olores. Você é um urbanóide e passou apenas alguns dias no campo ou na serra, mas já ficou mais sensível. Agora, imagine um indígena que nasceu e viveu na floresta toda a sua vida. Ele consegue sentir o cheiro de cada flor, árvore, inseto, animal ou réptil a uma boa distância. Pois bem. Como será cheiravam os conquistadores portugueses e espanhóis dos séculos XVI e XVII, que comiam todas aquelas porcarias, bebiam vinho e suavam feito uns suínos, caminhando durante dias e meses no calor tropical, na floresta úmida, sob aquelas roupas, armaduras e botas de bandeirante? Uma curiosidade: quando iam defecar no mato, dispunham de papel higiênico? Acrescente-se que não se usava tomar banho. Era pecado. Acredite se quiser, até o século XX, aqui mesmo no Novo Mundo, em escolas religiosas as alunas internas eram obrigadas a tomar banho de camisola, para atenuar a iniqüidade.
Concluindo esta longa exposição: quando o colonizador ainda estava a quilômetros de distância os índios, com seu olfato hiper-sensível, percebiam sua aproximação.
O ameríndio sentia um cheirinho putribundo no ar e perguntava para o outro:
- Curumim, foi você?
E o curumim respondia:
- Mim, não.
Então, era homem branco que estava a algumas léguas, vindo na direção do vento.
Mandavam as mulheres fugir com as crianças e armavam ciladas, muito bem escondidos numa floresta que conheciam como a palma de suas mãos. Era guerra de guerrilha. Emboscavam e fugiam. Foi assim que, graças ao fedor do homem branco, os selvagens salvaram-se e conseguiram sustentar uma guerra de cinco séculos, usando arco e flecha contra aço e pólvora. Pode-se dizer que venceram, pois sobreviveram.
Conclusão: o omnivorismo não é ideal.
Cerealismo
Migrando por melhores campos de caça, o ser humano acabou se espalhando por todo o globo, inclusive colonizando territórios agrestes e insalubres como a Europa, em que a variação de temperatura só deixou vivos os mais fortes. Em várias cidades européias, no verão a temperatura pode ultrapassar os 30o C e no inverno neva. Sob a neve, era difícil conseguir alimentos. A melhor solução era estocar para o inverno, e o alimento ideal para ser estocado é o cereal. Em determinadas regiões implantou-se um novo sistema alimentar, o cerealismo. O cerealismo por si só, como sistema nutricional definitivo, não é muito atraente. Mas ainda iria piorar muito com um modismo que assolou o mundo a partir de 1960.
No Século XX um japonês, vivendo em Paris, codificou um novo sistema surrealista, digo, cerealista, radical, nipocêntrico. Era a macrobiótica. Alguns dos seus princípios eram:
Não beber água, jamais. Chá, só quente, sem açúcar, e apenas umas ou duas xícaras por dia.
Frutas estavam proibidas. Eram "muito yin".
Batata era considerada um veneno. Quem comesse morreria.
Em compensação deveríamos adotar shoyu, missô, tofú, algas marinhas e arroz na tigelinha. Ou seja, o mundo deveria converter-se aos gostos culinários japoneses.
Praticamente tudo o que fosse ingerido deveria ser cozido, com exceção de um temperinho verde, usado com parcimônia.
Qualquer coisa doce, mesmo o mel, era interditada, mas abusava-se do sal. Tudo era salgado: o gersal (tempero à base de gergelim moído com sal), shoyu (molho de soja salgado), missô (pasta de soja salgada). Até no chá recomendava-se dissolver uma ameixa umeboshi salgada. Isso associado à restrição quase total de água, comprometia seriamente os rins.
O prato era constituído por arroz integral cozido com pouquíssima água, o que o tornava duro (quanto mais duro, melhor, ficava "mais yang"). Sobre o arroz, colocava-se um pouco de gersal e de tempero verde. Acompanhava um outro prato denominado secundário, constituído por legumes cozidos com shoyu, o que os deixava marrons. Mesmo assim, eram uma delícia se comparados com o arroz. Mas não permitiam que se comesse demais o secundário, pois havia uma proporção rígida que devia ser obedecida à risca. Se você pusesse um pouco mais de gersal ou se usasse shoyu no arroz era repreendido publicamente pelo dono do restaurante. Conversar durante as refeições estava proibido. Isso não acontecia em um ou outro, mas em todos os estabelecimentos. Nos restaurantes de algumas associações macrobióticas, enquanto as pessoas comiam, o presidente da entidade ficava dando instruções de mastigação e de combinação de alimentos pelo alto-falante, bem como descrevendo algumas doenças (imagine, você comer escutando falar de doenças!).
A macrobiótica compreende sete graus de radicalização: os regimes um, dois, três, etc., até sete. Mais tarde, como muita gente não conseguia cumprir nem o regime um, foram acrescentados os regimes menos um, menos dois e menos três, caso contrário os restaurantes, as lojas e as indústrias que viviam desse comércio não sobreviveriam. O regime menos três é, praticamente, a alimentação comum. No entanto, segundo Oshawa, macrobiótica é o regime sete. Os demais são apenas estágios de adaptação para atingir a macrobiótica. O regime sete é 100% cereais. Esses cereais podem ser arroz, trigo, cevada, centeio, etc.
Felizmente, isso foi no passado... Hoje, o que as pessoas conhecem é algo totalmente diferente daquilo que Sakurazawa Nyoiti denominou tyori-dô, ou macrobiótica. Creio que as mudanças deveram-se ao fato de que a macrobiótica não gerou nenhum macróbio e todos morreram relativamente cedo ou abandonaram o regime, que era uma tortura.
Bem, estamos falando da macrobiótica verdadeira, aquela que era praticada quando seu codificador estava vivo e nos primeiros anos após sua morte. Virou moda e transformou-se numa praga na década de 70. Mais ou menos a partir da década de 80 do século XX observou-se um desnaturamento daqueles princípios que foram considerados, por uns, muito difíceis de se seguir; por outros, incorretos. O fato é que hoje o que se conhece como macrobiótica é algo bem mais palatável que se aproxima um pouco do vegetarianismo.
Vegetarianismo
Boa parte da humanidade descobriu que comer carnes não era saudável e eliminou-as da sua mesa. Hoje contam-se em cerca de dois bilhões de vegetarianos no mundo. Mais de um bilhão é constituído pelos hindus. Além deles, contabilizamos os adventistas, os praticantes sinceros de Yôga do mundo todo, e os simplesmente vegetarianos das diversas vertentes.
Quando falamos em vegetarianismo poderemos estar englobando os vegetarianos (lacto-ovo-vegetarianos), os vegetalianos (lacto-vegetarianos) e os vegetaristas (vegetarianos puros ou vegans). Esta é uma das nomenclaturas usadas. Contudo, não há consenso. Na Índia, por exemplo, vegetarianos são os lacto-vegetarianos.
Afinal, essas três vertentes são primas entre si. O princípio básico é não ingerir carnes de nenhuma natureza e de nenhuma cor. Isso de intitular-se vegetariano só por não comer carne vermelha, mas ingerir carne branca, é hipocrisia.
Quando alguém declarar que é vegetariano, mas come carne de peixe, diga-lhe que não é vegetariano. Isso tem outro nome. Como é mesmo...? Começa com um radical grego. Macrós... Não. Hipós... Isso! Hipo, hipo... hipócrita!
As diferenças entre as três correntes acima são as seguintes:
Vegetarianismo aceita ovos e laticínios, além de 15.000 variedades de legumes, cereais, raízes, hortaliças, frutas, castanhas, massas, etc.
Vegetalianismo não aceita os ovos. No restante, não há diferença.
Vegetarismo não aceita os ovos nem os laticínios. Só vegetais.
Será que pode haver algo ainda mais radical do que o vegetarismo? Sim, o Naturismo.
Naturismo
O naturismo ou crudivorismo propõe comer os alimentos assim como a natureza os produz, ou seja, não desnaturar a comida antes de ingeri-la. A pior forma de desnaturamento é pelo cozimento. Ao cozinhar, destruímos as vitaminas, os sais minerais são decantados e o prána se evola. O alimento fica sem vitalidade.
A quantidade de nutrientes que se encontram em uma folha de alface crua, só seria obtida com mil folhas de alface cozidas. O resultado de uma tal alimentação seria um gasto superlativo de energia para mastigar, insalivar, digerir, assimilar, eliminar e, em troca, obter uma quantidade mínima de nutrição. Uma enorme quantidade de alimento teria que ser processada pelo organismo. Conclusão: obesidade.
Mas, seria possível comer legumes ou cereais crus? Sem dúvida. Você já não degustou um couvert de cenouras cruas no seu restaurante predileto? Já não se deliciou com o tabule, salada de trigo cru, no seu restaurante árabe? No entanto, ao comer coisas cruas, lembre-se de lavá-las muito bem e deixá-las de molho numa salmoura com limão. Depois retire o sal e tempere a gosto.
Os naturistas estão com a razão: os alimentos crus são mais nutritivos e contêm mais vitalidade. Porém, depois de tantos milênios cozinhando nossos alimentos, sentimos falta do cozimento e esse regime pode nos deixar deficientes, não no aspecto estritamente nutricional, mas no emocional. Um dia você vai sentir falta de comida quente. É que a comidinha quente tem para nós o simbolismo do carinho e aconchego da mamãe nos trazendo a refeição. Quando sentir essa carência, faça um prato cru, mas quente. Por exemplo, a sopa crua.
Sopa crua
Esta receita não serve para o naturista radical, mas pode ser usada como concessão pelo naturista mais complacente. Bata no liquidificador alguns legumes crus. Tempere a gosto. Aqueça, mas não deixe cozinhar. Pronto. Aí está uma sopinha crua e quente.
Na verdade, o naturismo não aceitaria alterar o equilíbrio de sais minerais, acrescentando sal de cozinha. Nem admitiria incrementar o sabor com azeite ou com outros temperos menos naturais, que tivessem exigido industrialização ou acréscimo de conservantes.
Será que há algum sistema ainda mais estrito que o naturismo? Existe, sim, o frugivorismo.
Frugivorismo
No frugivorismo, além de se comer tudo cru, sem desnaturar os alimentos, excluem-se todos os legumes, cereais, hortaliças, raízes, castanhas, tudo enfim que não seja fruta. Também não se acrescenta sal nem açúcar, é claro!
Com isso, fechamos o círculo e voltamos às origens. Frutas são o alimento natural do ser humano. A melhor demonstração disso é a seguinte experiência: coloque na mesa uma variedade de carnes, peixes, aves, moluscos, legumes, raízes, verduras, ovos - tudo cru. Peça aos presentes que escolham apenas um desses produtos e o coma cru, sem acrescentar nenhum tempero. Provavelmente, a totalidade das pessoas postas à prova rejeitarão com nojo todos esses ingredientes.
Em seguida, à mesma mesa, juntamente com as carnes, peixes, aves, moluscos, legumes, raízes, verduras e ovos, acrescente uma seleção de frutas e repita a solicitação. Todos, sem exceção, escolherão alguma fruta. Isso prova o quê? Prova que o único alimento que em estado natural ingerimos com satisfação são as frutas. Logo, essa é a alimentação para a qual fomos projetados.
Instintivamente, quando alguém está doente, levamo-lhe algumas frutas. Sabemos, inconscientemente, que as frutas têm poder curativo por não estar agredindo a nossa natureza.
Seria possível viver só com frutas? Mesmo trabalhando duro e praticando esportes? Claro que sim. Afinal os macacos não vivem fazendo exercícios? Por outro lado, devo advertir para o fato de que a transição de uma alimentação comum para o frugivorismo deve ser extremamente gradual e a maior parte das pessoas precisará de muita disciplina na gradação meticulosa. Calculo que do vegetarianismo para o frugivorismo, um tempo prudente de transição gradativa seria de 5 anos. Do omnivorismo com carnes para o frugivorismo, nunca menos de 10 anos de progressão. Ainda assim, se notar que está perdendo massa muscular ou que está ficando fraco, feio, mirrado, deprimido ou caladão, interrompa a experiência. Qualquer tentativa de seguir regimes mais radicais deve ser acompanhada por hemogramas e lipidogramas completos periódicos, e avaliação de um médico inteligente.
Mestre DeRose

http://www.yogakobrasol.org/html/artigos-e-textos-10.php?artigo=de-como-eramos-frugivoristas-e-de-como-deixamos-de-se-lo


Conselho Regional de Nutricionistas publica parecer sobre vegetarianismo

30 de Janeiro, 2012, por Alexandre Montagna
http://vista-se.com.br/redesocial/conselho-regional-de-nutricionistas-crn-3-publica-parecer-sobre-dietas-vegetarianas/
http://www.crn3.org.br/legislacao/doc_pareceres/parecer_vegetarianismo_final.pdf

PARECER CRN-3

Vegetarianismo

O Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região, dando continuidade ao Projeto “Ponto e
Contra Ponto”, para discussão de diversos temas polêmicos e de interesse para a atuação
do nutricionista, divulga o resultado das discussões sobre Vegetarianismo, quando
profissionais analisaram as questões nutricionais, sociais e culturais inerentes ao tema.
Nesta discussão, destacaram-se as seguintes considerações:
– os seres humanos são animais onívoros que podem consumir tanto os produtos de
origem animal como vegetal. Por sua natureza biológica, o homem pode comer o que
quiser. As vicissitudes ambientais, associadas à pulsão de vida vêm determinando as
alterações evolutivas nos costumes alimentares;
– vegetariano é aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves e
peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos;
– a alimentação vegetariana é praticada, atualmente, por diversas razões – científicas,
ambientais, religiosas, filosóficas, éticas. Estudos científicos demonstram que é possível
atingir o equilíbrio e a adequação nutricional com dietas vegetarianasovolactovegetarianas, lactovegetarianas, ovovegetarianas e até veganas, desde que
bem planejadas e, se necessário, suplementadas;
– a dieta vegetariana estrita (vegana) não apresenta fontes nutricionais de vitamina
B12, que deve ser fornecida por meio de alimentos fortificados ou suplementos. Os
elementos que exigem maior atenção na alimentação do ovolactovegetariano são:
ferro, zinco e ômega-3. Na dieta vegetariana estrita deve haver atenção, além de
vitamina B12, para cálcio e proteína;
Diante destas considerações, o CRN-3 RECOMENDA aos nutricionistas para que estejam
atentos ao seguinte:
1) Qualquer dieta mal planejada, vegetariana ou onívora, pode ser prejudicial à saúde,
levando a deficiências nutricionais.
2) As dietas vegetarianas, quando atendem às necessidades nutricionais individuais,
podem promover o crescimento, desenvolvimento e manutenção adequados e podem
ser adotadas em qualquer ciclo de vida.
3) Indivíduos com distúrbios alimentares (anorexia nervosa, bulimia, ortorexia e
outros), em algum momento da evolução da doença, estão sujeitos a adotar dietas
restritivas de qualquer tipo, vegetarianas ou não e devem ser avaliados nesse contexto.
4) A adequação nutricional da dieta vegetariana estrita (vegana) é mais difícil de atingir
e exige planejamento e orientação alimentar cuidadosos, incluindo suplementação
específica.
Ao nutricionista cabe orientar o planejamento alimentar dos indivíduos, visando à
promoção da saúde, respeitando as individualidades e opções pessoais quanto ao tipo
de dieta. Aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais da relação entre o indivíduo
e os alimentos devem sempre ser considerados, no processo da atenção dietética.
Colegiado do CRN 3ª Região 2011-2014


Sabia que no ano de 1931 um cientista recebeu o prêmio Nobel por descobrir a CAUSA PRIMÁRIA DO CÂNCER?

30 de Janeiro, 2012, por Alexandre Montagna
Extraído dos comentários no Blog do DeRose.
http://www.metododerose.org/blogdoderose/caes-e-animais/nao-comes-nada-de-carne-tem-certeza-de-que-nao-lhe-faltam-proteinas/#comment-40223

Cenas...

Outro dia vi o Flashdance, fiquei com saudades de dançar mesmo com o Yôga e tudo isso o meu movimento é muito diferente de quando eu dançava, muito limitado, ainda que provavelmente melhor que o da maioria das pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=8NjbGr2nk2c

A cortisona e assim rebentaram com o meu corpo tipo a começar com o ganho brutal de volume e peso, a retenção de líquidos e as articulações todas lixadas.

http://www.youtube.com/watch?v=OIiql17a45o&feature=related

Eu parei aos poucos mas de uma forma rápida de tomar mas foi extremamente difícil.

Desde que comecei o yôga lá no espaço, o holmes place e a ajuda do André no ínicio foram brutais já estou muito melhor mas ainda não consegui chegar lá. Também a acupunctura foi uma ajuda brutal a Catarina Brandão foi espectacular em todos os sentidos, ouviu-me as frustrações todas e mais algumas e fisicamente ajudou-me a respirar melhor, basicamente ajudou-me a respirar. ;)

Entretanto já não como carnes e produtos animais (leite e derivados já não consumiu à algum tempo) e encontrei um regime alimentar brutal que é o frugivorismo hipo-lípidico ou dieta 80/10/10 que me parece excelente e faz todo o sentido, agora estou a tentar modificar a minha vida de modo a conseguir seguir esta dieta pelo menos durante 30 dias, consigo fazê-la alguns dias mas noutros por razões de pura desorganização ( :P ), ainda não consigo. Queria encontrar alguém perto de mim que seguisse esta dieta mas para já ainda não encontrei.

Um aspecto que é muito importante é controlar a ingestão de calorias simplesmente porque se não controlares provavelmente ficas abaixo das que necessitas, é por isso que ainda não consegui ser consistente; por incrível que pareça muitas vezes faltam-me calorias!


http://www.youtube.com/watch?v=vUebKb1E_UU

Iniciei também o P90X (para quem sabe o que) é de doidos eu sei fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Estou a tentar fazer a versão Lean, a primeira semana foi a doer fiquei toda rebentada e ao mesmo tempo continuei a ir ao espaço e até fiz a aula de Força e Flexibilidade foi uma loucura esta semana que passou...

http://www.youtube.com/watch?v=OIyjnyHj1mk


Esta semana não fiz grande coisa comi uma massa que tinha natas e enfim tive uma reacção terrível, tenho de recuperar estes 3 dias rapidamente, a começar hoje ;)

O Luís diz que o meu maior problema é que durmo pouco, eu concordo com ele, tenho de dormir mais e melhor...

http://www.youtube.com/watch?v=QsQfJ-n90nI&feature=related

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mais um aniversário

Mais um ano passou, parece que estes últimos passaram demasiado depressa nem me dei conta, ainda ontem tinha 17 anitos e agora já tenho tantos mais... Ainda sou muito nova mas mesmo assim sinto-me melancólica, falta-me experimentar tanta coisa, acho que pensei já estar mais avançada na minha to do list a esta altura.

Hoje recebi a minha família cá em casa foi engraçado ver tanta gente cá e aperceber-me de que o meu papel nesta família é também um de união. Entretanto já passou da meia-noite por isso, ontem recebi a minha família cá em casa ;)

Enfim...




Fairy Dance - James Newton Howard

terça-feira, 13 de março de 2012

O Yôga e eu ;) Relação mestre-discíplo na tradição oriental

Hoje assisti a uma aula sobre a relação mestre-discípulo na tradição oriental lá no Espaço Telheiras e foi muito interessante, mais uma vez aprendi imensas coisas novas.
Apercebi-me, mais uma vez, que realmente ler os livros publicados pela Uni-Yôga e assistir às aulas ao vivo ou mesmo às web-classes tendo uma prática num espaço de Yôga é muito diferente e a retenção e relação de conceitos é muito maior.

Fica aqui um vídeo se quiser ter uma ideia ;)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Maybe I just don't care....

hoje sinto-me oficialmente anti-social or maybe I just don't care....

Em muitos momentos da minha vida preocupei-me mais com o que os outros iriam pensar do que com o que realmente eu queria fazer e, infelizmente, isso continua a acontecer-me... Realmente não me consigo desligar disso... E sinceramente com o passar do tempo tem-se tornado cada vez mais e mais cansativo!

Reparem não que eu quisesse fazer realmente alguma coisa muito estranha ou fora da norma, não! Eram apenas aquelas pequenas coisas... Pequenos ajustes sociais de que muitas vezes tive vontade e nunca fiz... coisas simples e silly, como pintar o cabelo de cor-de-rosa ou algo assim (não que eu quisesse pintar o cabelo de cor-de-rosa, mas talvez gostasse de escolher algo mais original sem pensar no que os outros vão pensar....)

Ultimamente, no entanto, tenho-me esforçado, realmente esforçado, para deixar de me preocupar tanto e, sinceramente tenho feito mais coisas por mim e, apesar de algumas consequências menos agradáveis, muito também porque vivo num país extremamente complicado em que as aparências iludem muito mas as pessoas gostam muito delas e, mais do que isso, as alimentam e se sentem muito ameaçadas por quem decide, por alguma razão, viver e ter a coragem de o fazer...
é fácil sentir-se sozinho e acabar por cair na norma social e não na norma interna do fazer o que é correcto....

Sinceramente sinto que as pessoas aqui se preocupam demasiado com o que os outros fazem, ou com o que os outros não fazem... ou com o que os outros não fizeram mas alguém decidiu dizer que acha que os outros disseram ou fizeram ou decidiram fazer; de tal maneira que coisas que até poderiam ser verdade, mas não o são ou não o são completamente... são agora verdades axiomáticas e logo indiscutíveis com consequências por vezes apenas ao nível das relações sociais ou a um nível mais profundo....

é fácil estar do lado de quem fala, é difícil estar do lado de quem decide não falar ou não espalhar, não criar rumor, não alimentar rumores e tertúlias desnecessárias mas mais difícil parece-me a mim é estar do lado de quem é de algum modo, por mais pequeno que seja falado sobre...

Factos e rumores como podem em tão curto espaço de tempo estes dois vectores unirem-se de modo tão intrincado que é virtualmente impossível separa-los?!
Supostamente, diz-nos a matemática (que eu adoro) que duas rectas paralelas se encontram no infinito... mas que infinito é este que chegou tão depressa....

terça-feira, 16 de agosto de 2011

novelas - relações humanas

Nunca gostei muito de novelas e com novelas não me refiro a romances de ficção, porque esses são um caso diferente.
Refiro-me sim às novelas da televisão e, também, às novelas da vida!
Nunca pensei que me metessem assim numa tão depressa, tão depressa me meteram que a minha vontade foi sair daquele momento espacio-temporal, fugir e nunca mais ter de ver aquela gente louca...

Muito esta gente gosta de "gossip" (não me lembro da palavra em português) (cotillear).

Segundo percebi a novela em que me meteram é tão intrincada que continua e pelos vistos há-de continuar!
Entretanto queriam fazer-me uma das actrizes principais mas rapidamente, nem sei bem como consegui passar para secundária e, agora esforço-me para desaparecer da novela, talvez aparecer só como figurante de vez em quando. Uma vez que desaparecer completamente neste momento me parece um caso bicudo, às únicas hipóteses que tinha para o fazer era tipo morrer de uma forma horrível ou ficar em coma (esta hipótese não me agrada muito, devo admitir) ou mudar-me para um país distante preferencialmente tropical, não que a ideia não me agrade mas neste momento parece-me pouco exequível.

Enfim... para já lá terei que continuar "na novela" reduzindo o meu papel aos poucos e poucos nesta malha intrincada que são as relações humanas....

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ligeiro desabafo de perdão...

Perdi-te no meio das minha confusões de nevoeiro cerrado, sem nuvens.
Agora sou outra mulher, agora sou mulher, mas tu já não existes e eu, eu já não sou aquela menina que era, nem tu o rapaz jovem e atrevido.
Somos diferentes pessoas, distantes. Incrível pensar que quase fomos um com o outro, quase... poderia ter sido. O que poderia ter sido?!
Podia ter sido o mais, podias ter sido aquele único, e eu a única, sei que de algum modo o fomos um para o outro, e de algum modo sempre seremos pois nunca saberemos o que poderia ter sido.
Eu sei que nunca me poderás perdoar por não tentar, mas eu sei que se não fosse, se fosse um erro eu nunca me perdoaria, eu nunca me levantaria, não naquela altura, nunca tão jovem, tão inocente, tão sensível, nunca tão eu, nunca tão nunca.
Por isso sempre que te vejo dói-me um pouco o fundo dos teus olhos triste, o saber de quanto te magoei e peço-te todos os dias perdão, por nunca te ter dito naquele dia, e em todos os que se seguiram, daquela paixão que podia ter sido amor, que eu também te amava.
Por te ter deixado sem resposta, por te ter fugido, por ter sido cobarde... Talvez por ter sido eu!


Piet Mondrian, Gray Tree, 1911

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Rita Red Shoes

Depois de algum tempo cheio de confusões e sei lá mais o quê! Um momento fabuloso! ^^


Ontem fui ver um concerto em Grândola do David Fonseca que como quase toda a gente sabe eu adoro... e quem é que estava lá a Rita Red Shoes aquela menina sobre quem eu não me calo e quem anda comigo no carro sabe que vai ouvir o tempo todo as suas belíssimas músicas, aliás acho que já conquistei mais uns fãs para ela... ^^

Enfim... Pelo que o agente ou segurança nos disse o David Fonseca e a banda dele (incluindo a Rita Red Shoes) tinham um voo logo de manhã e estavam muito cansados por isso não iriam dar autógrafos nem nada disso... A verdade é que desde o início do concerto quando eu vi a Rita entrar que antecipava aquele momento para pelo menos poder falar com ela ou pedir-lhe um autógrafo...

Entretanto, pedi a um dos seguranças se ele me fazia o favor de entregar um papelinho à Rita, não dizia nada de jeito apenas que eu gostava imenso dela e que gostava de pelo menos vê-la e, ela uma querida veio cá fora deu-me um beijinho, um autógrafo e até tirou uma foto comigo...

Eu parecia uma autêntica pitinha não disse nada de jeito, mas ela foi mesmo uma querida... Enfim...

Um grande momento feliz ^^

Mais uma vez Obrigada Rita...



http://www.myspace.com/ritaredshoes

Album: Golden Era



Ela com o David Fonseca do segundo single do "Our Hearts Will Beat As One"

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

destino...

Sempre, desde que me lembro, me disseram que eu era uma lutadora e, realmente, já venci em muitas coisas... mas o que devo fazer, o que fazer quando se está tão cansado que só se quer parar, parar de lutar, o que acontece quando o lutador desiste da luta?! O que devo eu fazer, se já não sou capaz... Se só quero desistir...

Lutei tanto por tudo...

Quase nada me foi dado de graça, não que eu o lamente, muitas vezes agradecia pois sempre dei muito valor às coisas, mas quando uma pessoa já está cansada de lutar, o que fazer?! Eu estou cansada de lutar...

Eu lutei, batalhei sempre para ter tudo, desde o meu primeiro dia de vida, desde dentro da barriguinha da minha mãe que eu lutei... Lutei para viver... Lutei mesmo para viver! Agora, agora às vezes já nem sei se fiz bem, será que devia ter lutado?!...

Será que estou destinada a batalhar sempre pela minha vida, pela minha felicidade ou por pequenos momentos felizes? Será?!...

Só queria descansar um pouco... Queria dormir um pouco, dormir como nunca dormi, no sossego dos céus... Simplesmente dormir...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Bela música

Bela Música

Fairy Dance - James Newton Howard



É uma música retirada do filme do Peter pan [Live Action Movie], mas as imagens do final do Final Fantasy X e X-2 estão muito bem com a música. Espero que gostem...

Beijinhos, Sofi*

Primavera em Paris

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e
um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente dele, parou e viu
umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou
no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés
do cego e foi-se embora.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas
e perguntou-lhe se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo
querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu:"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio,
mas com outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube o que lá estava escrito, mas o seu novo cartaz dizia: "Hoje
é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Precisamos sempre de escolher a forma certa de nos comunicarmos com as
pessoas.

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO,CANTEM, CHOREM, DANCEM, RIAM E VIVAM INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."

(Charlie Chaplin)

As aparência iludem e muuuuuuuuuito...

Nestas últimas semanas fiz umas descobertas, no mínimo, interessantes sobre natureza humana, calendários, pais, namoros, casamentos, amigos, ciência, cafés, cozinha, enfim... muito descobri e, entretanto, dei-me conta que as coisas nem sempre são o que aparentam ser e, por vezes, fogem muito ao que podemos pensar inicialmente, o que me fez parar e pensar... Sem dúvida vou deixar de me seguir só pelas impressões iniciais e opiniões que os outros me dão sobre o que algo possa ser, ver as coisas pelos meus próprios olhos, tentar senti-las eu! Já tinha recebido este conselho, sentir as coisas por mim, e acho que a partir de agora vou mesmo tentar fazê-lo...

Entretanto, e em relação às aparências vi esta "pequena" anedota:

Duas amigas decidiram fazer uma noite de borga sozinhas sem os seus
respectivos maridos. Quando de madrugada regressavam a casa, tresandando a
álcool e a tabaco, com umas fortes vontades de ir até a uma casa de banho,
entram no cemitério como alternativa ao wc e decidem ali mesmo fazer as
suas necessidades. Vai a primeira e como não encontrou nada para se
limpar, usa as cuecas para o efeito e deita-as fora. A segunda como também
não encontrava nada para se limpar apanhou a fita de uma coroa de flores e
limpou-se com ela. Na manhã seguinte os maridos falam por telefone um com
o outro e dizem:
Oi Xico, tás fino? Olha lá parece-me q as nossas mulheres
deram-lhe forte e feio esta noite... Sabes porquê? Não é que a minha
chegou a casa sem cuecas!!!

O outro diz:

Olha tu tás com sorte, a minha chegou a casa com uma etiqueta
autocolante entre as pernas que dizia: "Os teus amigos do Seixal não te
esquecerão nunca..."

11 mandamentos

Os 11 Mandamentos dos Universitários :

01 - O universitário sabe sempre a matéria; se não responde é para
não inferiorizar o professor.
02 - O universitário nunca estraga o material escolar; testa sua
resistência
03 - O universitário nunca se deixa dormir; o despertador é que não
toca.
04 - O universitário nunca é posto fora da aula; é que sua presença
é necessária noutro local.
05 - O universitário nunca diz mal de um professor; faz uma critica
construtiva salientando os seus defeitos.
06 - O universitário nunca copia; recolhe dados.
07 - O universitário nunca reprova; renova sua experiência.
08 - O universitário nunca conspira contra os professores; estes é
que tem espírito de conspiração.
09 - O universitário nunca bebe; saboreia. (MUITO BOA)
10 - O universitário nunca fuma; estuda os efeitos nocivos do
tabaco.
11 - O universitário nunca falta; não comparece por motivos de
força maior.



Vá eu achei divertido... para quem anda a estudar para os exames, aqui como eu :P, para relaxar...


Beijinhos e boa sorte para os exames...